Crédito para MPEs: o que esperar do cenário político-econômico?

Confira uma análise do mercado de crédito para MPEs, incluindo uma revisão das principais medidas lançadas nos últimos meses!

Como o cenário político-econômico afeta a oferta de crédito para MPEs?  

A pandemia de Covid-19, que se estendeu por 2020, expôs o Brasil a um desafio sem precedentes. O coronavírus atingiu o país no momento em que nossa economia esboçava recuperação da recessão dos anos imediatamente anteriores.  

O resultado foi um declínio acentuado das demandas internas e externas, além de uma restrição nas ofertas.  

A crise sanitária ainda trouxe incertezas ao cenário político-econômico brasileiro, o que exigiu uma forte consolidação orçamental e a adoção de medidas de incentivo ao crédito.  

Embora seja cedo para afirmar qual será o reflexo das medidas que o Governo Federal adota e quando, de fato, estaremos livres da pandemia, já é possível fazer análises para entender os impactos no crédito para MPEs.  

No artigo de hoje, retomaremos algumas das principais medidas lançadas até aqui para estimular o crédito no Brasil e mostraremos o que esperar dos próximos meses!     

Quais são os impactos da crise sanitária no mercado de crédito para MPEs?   

Se, antes da pandemia, o mercado de crédito brasileiro mostrava sinais de recuperação, a partir de março de 2020 o cenário mudou drasticamente.   

A redução da Selic — a taxa básica da economia — entre 2017 e 2019 impulsionou a oferta de crédito, reduzindo juros e ampliando as alternativas para as MPEs.  

Entretanto, após dois anos consecutivos de queda, os juros dos empréstimos, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, apresentaram alta em março de 2020, mês marcado pelo início da pandemia no Brasil.    

O volume de crédito ofertado caiu consideravelmente nos meses seguintes, indo de quase R$ 400 bilhões em fevereiro para menos de R$ 280 bilhões em maio.   

Isso restringiu as oportunidades de crédito para MPEs, mesmo este sendo o grupo de empresas mais afetado pela pandemia.   

No entanto, a partir do segundo semestre de 2020, o Governo Federal passou a lançar medidas de estímulo ao crédito voltadas a reduzir o risco às instituições financeiras e oferecer condições de empréstimo mais competitivas para as pessoas jurídicas.   

Segundo o último relatório do Banco Central, já é possível notar o resultado dessas medidas, com um crescimento na oferta de crédito para empresas. De junho para julho de 2021, por exemplo, houve um aumento de 1,6%.

Contudo, há que se observar uma mudança de direção gerada pela alta na Selic. No último dia 4 de agosto, ela foi elevada de 4,25% a.a. para 5,25% a.a., o que pode deixar as operações de crédito mais caras, desacelerando essa tendência.

Crédito para MPEs

O que foi feito até aqui para estimular o crédito para MPEs?   

O Governo Federal, em parceria com outras entidades do setor público, lançou medidas com o objetivo de reduzir a burocracia e facilitar o acesso ao crédito para MPEs. Entre elas, destacamos algumas:  

Linha BNDES Crédito para Pequenas Empresas   

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou suas linhas de crédito voltadas para empresas pequenas para atender às MPEs com necessidades de gerar capital de giro durante a pandemia.  

FINEP   

A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), entidade ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, disponibilizou R$ 600 milhões em crédito voltado para o desenvolvimento de tecnologias para o combate da pandemia pelas empresas.   

A FINEP também lançou a INOVACRED 4.0, linha dedicada às indústrias que queiram apostar na digitalização da produção e nas tecnologias da Indústria 4.0.   

Proger   

O Proger é um programa do Governo Federal que tem o objetivo de promover geração de renda por meio da oferta de linhas de crédito com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).   

É voltado para as empresas que tiveram o fluxo de caixa afetado pela pandemia e precisam gerar capital de giro.   

FAMPE   

Constituído em parceria com o Sebrae, o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (FAMPE) permite que as MPEs complementem em até 80% as garantias necessárias para a aquisição de crédito com as instituições financeiras conveniadas.   

PRONAMPE   

O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (PRONAMPE) foi criado como medida de urgência para reduzir os impactos da pandemia nas MPEs e tornado permanente em junho de 2021.  

Oferece linhas de crédito com taxas mais competitivas para financiamento de atividades empresariais em suas diversas dimensões.   

Programa de Estímulo ao Crédito   

Recentemente, o Governo Federal lançou o Programa de Estímulo ao Crédito, voltado aos Microempreendedores Individuais (MEIs).   

A expectativa é de que a iniciativa gere R$ 48 bilhões em crédito para esse público até dezembro de 2021.   

O que esperar dos próximos meses para o mercado de crédito?   

É inegável a relação de causalidade entre a oferta de crédito e o crescimento econômico do país.   

Em vista disso é que foram lançadas todas essas medidas, que devem perdurar até o final do ano, de modo a estimular o desenvolvimento das MPEs e a geração de empregos.   

No acumulado do primeiro semestre de 2021, as concessões de crédito cresceram 14,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, o que evidencia a efetividade das medidas de estímulo.     

Além disso, o Banco Central toma medidas que estimulam a competitividade no setor bancário, como a regulação do Open Banking e de sandboxes, ambientes experimentais que permitem que empresas de tecnologia testem novas soluções para o mercado.    

A expectativa com tudo isso é de que o segundo semestre concretize esse crescimento, com o aumento das ofertas de crédito e a retomada das atividades diante da redução das medidas de restrição da circulação. 

A crise provocada pela pandemia certamente impactou as MPEs brasileiras. No entanto, espera-se que a ampliação do mercado de crédito mitigue os problemas e permita uma retomada mais rápida da economia.  

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